8.8.12


... Deixaste-me por aqui, no meio de cartas e de suspiros vazios. Onde eu sei que o tudo chama-se nada, onde o mundo se esqueceu de mim, e eu recuei três passos para trás. E daqui eu não consigo olhar a lua, não consigo ver-te nela e talvez seja por isso que me tenhas deixado aqui... neste lago de solidão, onde eu sei que tu nem ninguém me vem salvar. A minha salvação serei eu, e a minha réstia de força. Porque nem sei se me procuras. E fica estranho assim. Eu deixo de conhecer a pessoa com quem estive durante tanto tempo, ao mesmo tempo que vou deixando de descobrir horizontes. Afinal sempre que estávamos perto sorriamos, e tu apontavas-me o dedo em direcção a todos eles, não era? Só que agora voaste, e os dias parecem não querer voltar contigo de braço dado. Ou então como surpresa de Verão. Às vezes tenho esperanças que isso aconteça e que eu te volte a sorrir nos lábios. Confesso que as saudades envolvem-me num cubículo. E olha, eu não te consigo dizer mais nada, como diriam os sábios, só sei que nada sei...

3 commentaires:

may rose a dit…

andamos tão desencontradas princesa!

claire a dit…

está fantástico mesmo

shinyatsuki a dit…

que textinho tocante, abbie.